"Quando você achar que não há ninguém que segure sua mão, eu vou segurar"

"Quando você achar que não há ninguém que segure sua mão, eu vou segurar"
Caio Fernando de Abreu

segunda-feira, 19 de março de 2012

Despedidas

  Decidi-me. Optei por sorrir. Podia e talvez até devesse chorar até que as lágrimas acabassem, mas preferi sorrir. Notei que sofrer não te faria ficar e então pus um sorriso em meu rosto. A principio me senti culpada e até meio tola por me fazer de forte quando na verdade morria por dentro.
  Enquanto a maioria das vozes me diziam “Eu te avisei!”, uma voz gritava baixinho “Valeu a pena!”. Nesse momento notei que a felicidade dos últimos seis meses era muito maior do que a tristeza da tua partida. Os dias difíceis que estão por vir serão meras horas se comparadas a todas as boas lembranças que guardo de nós.
  Optei por lembrar o quanto foi bom ao invés de lamentar o nosso fim. Na verdade eu espero, e torço, para que esse adeus de hoje tenha sido um até logo. Sei que agora tens que partir, e usando a razão eu até compreendo e concordo com tua atitude. Agora explicar isso pro meu amigo que bate aqui no meio do peito, é outra história. Confesso que até tentei, mas quando quis explicar isso a ele, não conseguia ouvir minha voz porque ele gritava bem alto o teu nome.
  Os próximos dias serão mais longos do que de costume. Sentirei saudades, mas não de ti, e sim de nós. Sentirei saudades de quem eu era quando estava ao teu lado. Ah, me desculpa pelo drama de mais cedo, apenas precisava pensar. Vais achar loucura a minha bipolaridade, mas só estou deixando a tristeza de lado, e fazendo o que tu me ensinaste a fazer, ser feliz.

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